No Recife, a grande prova de que os escritórios virtuais crescem mesmo durante a crise é o Renor Office. A empresa nasceu há 11 anos, mas foi em plena recessão econômica que multiplicou seu faturamento. No ano passado, a Renor viu que o espaço disponível no Empresarial Boa Viagem já não era mais suficiente para a demanda existente. Por isso, lançou um novo escritório no RioMar Trade Center. E o sucesso foi tanto que, em apenas um ano, o novo centro empresarial dobrou de tamanho.

“Abrimos em um dos piores anos para os negócios, mas demos muito certo”, vibra o gestor da nova unidade da Renor André Alcântara, que diz ter recebido empresários de todo o tipo no RioMar. “Muitos clientes chegaram dizendo que queriam manter a empresa, mas não podiam mais arcar com os custos dos escritórios. Por isso, aderiram ao escritório virtual para sobreviver a este momento de turbulência. Outros ainda fecharam o escritório e passaram a trabalhar em casa, contratando nossos serviços de telefonia e endereço fiscal”, explicou, dizendo que os adeptos a esta modalidade de negócio também vêm de todas as áreas de negócios, desde advogados e engenheiros até publicitários e designers.
Sócio de Alcântara, Renato Kattah conta que a Renor já conta com quase 500 clientes nas duas unidades da Zona Sul do Recife e no endereço que mantém em Olinda. Grande parte deles aluga as salas da empresa mensalmente, mas também é possível usar os espaços esporadicamente. Para isso, a empresa dispõe de escritórios e salas de reunião reservadas por hora ou dia. Fora o espaço físico, o escritório virtual ainda oferece três serviços: o endereço fiscal, para quem quer abrir uma empresa; o endereço comercial, para ser apresentado no cartão de visita dos empreendedores, e o atendimento telefônico. Por isso, também é uma alternativa para quem quer abrir uma empresa e trabalhar em casa.
“Existe a opção de manter um home office e usar nossas salas apenas quando for necessário receber algum cliente. Além disso, é possível apresentar o nosso endereço para abrir a empresa na Junta Comercial”, explica Kattah, contando que, além de reduzir os custos, esta alternativa também diminui a burocracia deste processo. “Calcula-se que, para abrir uma empresa no Brasil hoje, um empreendedor gasta 50 dias por conta da documentação e estrutura necessária. No escritório virtual, porém, tudo já está pronto. Basta assinar o contrato e começar a trabalhar”, completou Alcântara.
Fonte: FolhaPE

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